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13/05/2021

Dia do Zootecnista: profissional atende do produtor ao consumidor final ao oferecer tecnologias que geram segurança alimentar

A palavra Zootecnia origina-se do grego “zoon – animal” e “technê– arte”, que significa a arte de criar animais

A zootecnia colocou o Brasil como maior produtor e exportador de carnes do mundo. E é, também, por meio do profissional [zootecnista] que muitos alimentos chegam à mesa dos consumidores com segurança. O Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por exemplo, desenvolve pesquisas científicas nas mais variadas áreas da produção animal, colaborando com fatores que vão do manejo à administração e economia da produção, pois “a conscientização dos direitos dos consumidores e a preocupação com a saúde e o bem-estar animal impõem condições ao mercado para consumo dos produtos”, enfatiza a diretora geral do IZ, zootecnista Cristina Maria Pacheco Barbosa.

“A Pesquisa Científica na área de zootecnia deve atender ao mercado consumidor moderno focando nos anseios de uma população cada vez mais preocupada com a forma como os animais estão sendo criados e cuidados, como essa produção se relaciona com o meio ambiente e como esse produto pode ser considerado saudável e seguro”, explica Cristina.

Para o pesquisador Mauro Sartori Bueno, doutor em Nutrição Animal, a segurança alimentar da nossa população em relação aos produtos de origem animal está garantido pelo trabalho dos zootecnistas. “Proteína de origem animal está sempre disponível para a população a preços acessíveis.”

A economia fica fortalecida com a geração de empregos no campo e nas agroindústrias de transformação dos produtos de origem animal, e garantem renda a muitas famílias brasileiras. “Tudo isso foi conseguido pelo trabalho dos zootecnistas que atuam na produção animal e na geração de conhecimento e tecnologia em áreas como melhoramento genético e alimentação animal, levando a melhor eficiência animal e diminuição dos custos de produção”, destaca Mauro.

O trabalho dos zootecnistas contribuiu, segundo Mauro, para que “saíssemos da situação de importador de produtos de origem animal [até a década de 1980], para maior produtor e exportador de produtos de origem animal do mundo”.

A pesquisadora Cláudia Cristina Paro de Paz ressalta que o zootecnista que desempenha o papel de pesquisador busca continuamente desenvolver processos ou produtos inovadores, que garantam a eficiência do sistema de produção, a segurança alimentar, a sustentabilidade da produção e bem-estar animal.

Cláudia cita o projeto temático FAPESP [Estudos genômicos associados às características de resistência a endoparasitas em ovinos Santa Inês], e diz que a equipe “busca realizar a seleção genômica para características de resistência aos endoparasitas em ovinos de corte, visando melhorar a eficiência, sustentabilidade e bem-estar nos sistemas de produção de carne ovina”.

O projeto, já obteve os primeiros resultados. “Foram identificados animais resistentes, resilientes e susceptíveis aos nematódeos gastrintestinais. Os animais classificados como resistentes e resilientes são os animais indicados para seleção como reprodutores para formação de rebanhos”, detalha Cláudia.

Já a pesquisadora Flávia Simili, que completa 20 anos de formação em Zootecnia, fala que se pudesse voltar no tempo, escolheria a mesma profissão, pois ao atuar como pesquisadora em sistemas integrados de produção agropecuária compreendeu que todos os segmentos da produção animal estão interligados. “É necessário cuidar do solo, das plantas, dos animais e do ambiente para produzir bem, com qualidade e respeito, e assim alcançar a sustentabilidade.”

Simili explica que as vantagens para o produtor em adotar as técnicas da integração lavoura-pecuária estão na produção de alimentos, tanto vegetal quanto animal, de forma mais eficiente, com maior retorno econômico, maximização do uso do solo e menor impacto ambiental. “É oferecer aos bovinos pastagens mais produtivas e de melhor qualidade ao longo do ano.”

Os sistemas integrados trazem viabilidades econômicas ao oferecer para o produtor rural sistemas de produção de grãos e de carne e leite, que proporcionam diversificação de produtos e maior rentabilidade econômica. Além de importantes impactos ambientais, como melhorar as características químicas e físicas do solo e emissão de CO2 do solo, com uso de integração lavoura-pecuária.

“A zootecnia alia o desenvolvimento e a aplicação de tecnologias de ponta com a gestão”, destaca a zootecnista Simone Raymundo de Oliveira, quer seja gestão de pessoas, empresas, empreendimentos ou todas juntas.

“Entender a resposta do animal por meio da sua produção e qualidade do produto final, compreender o bem-estar do sistema produtivo, a sua interação com o trabalho do ser humano e destes com o meio ambiente, analisando esta sinergia, suas nuances e implicações, com o olhar no hoje e a visão do amanhã, fazem parte do cotidiano de quem se entregou à zootecnia como missão de vida, nutrindo, alimentando, produzindo, contribuindo efetivamente na geração de empregos e de renda”, expõe Simone.

Para Simone, não existe zootecnia sem sustentabilidade. A gestão dos resíduos da produção animal é convertida em energia, água, adubos, transformando assim o passivo ambiental em ativo financeiro. “No campo não existe passivo ambiental, existe o ativo financeiro que ainda não foi convertido em produtos que recuperem investimentos monetários e ambientais. O zootecnista acima de tudo é um visionário, enxerga soluções antes do impacto dos problemas e percalços na produção de alimento de alta qualidade, respeitando o animal, o ser humano e o ambiente.”

O maior número de profissionais atuantes está em São Paulo, mais de 1.550 zootecnistas, sendo que só o Instituto de Zootecnia conta com 23 zootecnistas, profissionais com doutorado, que compõem o quadro dos 42 pesquisadores. Os zootecnistas atuam na produção animal nas áreas de melhoramento genético, manejo, nutrição, cuidados com o bem-estar animal e gestão ambiental, sempre buscando possibilitar a sustentabilidade alimentar.


Origem da Zootecnia

O termo Zootecnia, originário do surgimento da ciência, ganhou repercussão e disseminou-se pelo mundo, com ênfase para os países de língua lusófona, castelhana e alemã que foram fortemente influenciadas pela escola francesa de formação doutrinária do modelo.

Pode-se dizer que a Zootecnia brasileira começou sua história um pouco antes de 1951, quando técnicos especializados em criação animal de diferentes formações e participantes da Exposição Nacional de Gado Zebu (Expozebu), estimularam um grupo de professores, de instituições de ensino superior tradicionais, a organizar uma entidade que tratasse da pesquisa e do ensino da Zootecnia no país, para contribuir com o desenvolvimento necessário da pecuária nacional a partir da geração de conhecimento e formação de recursos humanos qualificados.

Em homenagem a data da aula inaugural do primeiro curso superior de Zootecnia no Brasil, em 13 de maio de 1966, em Uruguaiana (RS), criou-se no calendário brasileiro o Dia do Zootecnista.

Segundo informações da Associação Brasileira de Zootecnia (ABZ), a zootecnia é essencial para conferir o grau de competitividade das diferentes cadeias produtivas da criação animal e assegurar a produção de proteína de origem animal de forma eficiente, economicamente viável, socialmente justa, ética, garantindo bem-estar aos animais e ambientalmente correta para atendimento da demanda da população.

O zootecnista pode atuar em Nutrição e manejo alimentar dos animais de produção, pets e silvestres; Gestão das propriedades rurais; Melhoramento genético animal; Agronegócio e cadeia produtiva; Conservação dos recursos animais e ambientais; Manejo e conservação de pastagens; Comportamento e bem-estar animal, Manejo da fauna e de animais silvestres; Construções e instalações para animais de produção, pets e silvestres; Sistemas de criação de organismos aquáticos; Ensino e pesquisa em produção animal; e Planejamento e administração de eventos agropecuários.

Hoje a Zootecnia nacional conta com mais de 115 cursos de graduação em Zootecnia, mais 18 mil alunos regularmente matriculados e um número estimado empiricamente superior a 35 mil profissionais atuantes em todos os rincões deste Brasil de dimensões continentais.


A direção do IZ parabeniza a todos os Zootecnistas que integram sua equipe:

 

1.      Acyr Wanderley de Paula Freitas

2.      Alessandra Aparecida Giacomini

3.      Carla Cachoni Pizzolante

4.      Claudia Cristina Paro de Paz

5.      Cristina Maria Pacheco Barbosa

6.      Enilson Geraldo Ribeiro

7.      Fábio Enrique Lemos Budiño

8.      Fábio Prudêncio de Campos

9.      Fernando André Salles

10.  Flávia Fernanda Simili

11.  Gabriela Aferri

12.  Geraldo Balieiro Neto

13.  José Evandro de Moraes

14.  Joslaine Noely dos Santos Gonçalves Cyrillo

15.  Lenira El Faro

16.  Leopoldo Andrade de Figueiredo

17.  Luciandra Macedo de Toledo

18.  Marcia Saladini Vieira Salles

19.  Maria Eugênia Zerlotti Mercadante

20.  Mauro Sartori Bueno

21.  Renata Helena Branco Arnandes

22.  Simone Raymundo de Oliveira

23.  Weber Vilas Bôas Soares



Acompanhe a matéria com a participação dos extencionistas da CDRS em www.agricultura.sp.gov.br  - Zootecnistas fazem diferença na extensão rural

 

Por Lisley Silvério Cleuza 

Assessora de Imprensa - Instituto de Zootecnia
Secretaria de Agricultura e Abastecimento
Governo do Estado de São Paulo
Fone: +55 (19) 3476-0841 | Cel: +55 (19) 99631-9271
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