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26/04/2019

Agrishow: IZ levará tecnologias em Sistemas Integrados da Produção Agropecuária para sustentabilidade e rentabilidade


Os Sistemas de Produção visam à eficiência, rentabilidade, sustentabilidade e são ecologicamente corretos.

Integração lavoura-pecuária, pastos consorciados com leguminosas e Sistema Silvipastoril focos das pesquisas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio do Instituto de Zootecnia (IZ), da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), estarão expostas na Agrishow 2019. De 29 de abril a 3 de maio, em Ribeirão Preto (SP), os produtores conhecerão as tecnologias desenvolvidas pelo IZ no espaço “Caminhos dos Sistemas Integrados de Produção Agropecuária” em exposição no estande da SAA na Agrishow.

A discussão sobre novos delineamentos para sistemas produtivos é de grande importância devido à demanda crescente por alimentos e a necessidade de racionalização dos recursos. Embora a monocultura seja a realidade dominante da produção agropecuária no Brasil, os sistemas integrados começaram a ser alvo de pesquisas, sob a hipótese de que seriam a alternativa eficiente e sustentável para a produção vegetal e animal.

Neste ano, o IZ se apresenta com o espaço “Caminhos dos Sistemas Integrados de Produção Agropecuária”, onde o público da Agrishow poderá visitar a área demonstrativa com Sistema Silvipastoril de Pastagem de Capim Aruana com Eucaliptos, além de interagir com pesquisadores para saber mais das pesquisas sobre o manejo de pasto em sistemas integrados, os benefícios da ILP na produção de produção de bovinos de corte, os impactos do sistema silvipastoril na produção de leite, e a recuperação de pastagens por meio do plantio de milho.

Os visitantes ainda terão contato com exemplares de diversas espécies de leguminosas forrageiras provenientes do Banco Ativo de Germoplasma (BAG) do Instituto de Zootecnia.

Os pesquisadores do IZ têm trabalhado junto às cadeias de produção animal do Estado de São Paulo com conceitos de integração da produção e busca da sustentabilidade, objetivando ser socialmente justo, economicamente viável e ecologicamente correto.

Segundo a pesquisadora Flávia Gimenes, os Sistemas Integrados, com foco em produção animal, trazem diversos benefícios ao produtor rural como melhor utilização de suas áreas, rotação de culturas, aumento da rentabilidade por hectare, diminuição do risco financeiro, redução do impacto ambiental da produção agropecuária e em casos da pecuária, recuperação de pastagens degradadas. “Os sistemas integrados podem ser empregados para diversas espécies animais como bovinos, ovinos, aves e suínos.”

O Instituto de Zootecnia tem equipe técnica capacitada em diversos aspectos dos sistemas integrados e têm áreas de demonstração e pesquisa, utilizando tecnologias e equipamentos modernos e eficientes.


 Semana Agrishow

Sistema Silvipastoril de Mogno Africano com Capim Marandu do IZ favorece a sustentabilidade

A implantação do Sistema Silvipastoril de Mogno-Africano com Capim Marandu do desenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta) tem despertado considerável interesse por parte de produtores. A razão está na necessidade de se conhecer novas alternativas de exploração agrícola no âmbito ecológico, biológico e econômico, superiores aos sistemas convencionais de uso da terra, como o usual monocultivo

“O Sistema Silvipastoril é uma modalidade onde espécies arbóreas e forrageiras são cultivadas em uma mesma área, simultaneamente, com a presença de animais”, descreve a pesquisadora do IZ, Alessandra Aparecida Giacomini, coordenadora do projeto que foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Segundo Giacomini, a silvicultura e a pecuária, associadas, podem gerar produção complementar com a interação dos componentes, diversificando a atividade e a renda do produtor, independente do tamanho de sua propriedade.

Outro aspecto relevante da técnica, destacado pela pesquisadora, vai além de melhoria na eficiência de uso da terra, “pode contribuir com o sequestro de carbono e a mitigação da emissão de gases de efeito estufa – metano e óxido nitroso –, e dessa forma gerar serviços ambientais”.


IZ aponta que o consórcio de leguminosas em pastagens melhora a produção vegetal e animal

A discussão sobre novos delineamentos para sistemas produtivos é de grande relevância devido à demanda crescente por alimentos e a necessidade de racionalização dos recursos. Embora a monocultura seja a realidade dominante da produção agropecuária no Brasil, os Sistemas Integrados começaram a ser alvo de pesquisas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), sob a hipótese de que seriam a alternativa eficiente e sustentável para a produção vegetal e animal.

A pesquisadora do IZ, Luciana Gerdes, coordenadora do projeto Fapesp destaca o consórcio de leguminosa Macrotiloma e Capim Marandu para a manutenção das pastagens,  substituindo o uso de fertilizantes nitrogenados pelo nitrogênio que é fixado pela leguminosa. “A técnica de consórcio de leguminosas forrageiras com gramíneas forrageiras, pode reduzir a dependência dos fertilizantes.”

O principal papel da leguminosa em pastos consorciados deve ser o de fixar nitrogênio e fornecê-lo à gramínea associada, melhorando a produção e o valor nutritivo. “A técnica do uso de leguminosas forrageiras é uma alternativa que pode contribuir com a sustentabilidade das pastagens cultivadas, com benefícios ecológicos e econômicos, valorizados por um mercado cada vez mais esclarecido e exigente”, detalha a Gerdes.


A importância dos recursos genéticos do Banco de Germoplasma do IZ para os Sistemas Integrados de Produção

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta) reúne vários acessos de gramíneas e leguminosas forrageiras no importante Banco de Germoplasma do IZ. A coleção teve início na década de 70, através de intercâmbios com outras Instituições de Pesquisa do Brasil e do exterior, além das coletas realizadas no campo.

O pesquisador Waldssimiler Teixeira de Mattos, curador do Banco, destaca que a garantia da sustentabilidade da agropecuária, em longo prazo, ocorre por meio da conservação e utilização adequada dos recursos genéticos.

“Assim, é necessário investir continuamente em atividades de pesquisa que favoreçam a conservação e a disponibilidade dos recursos genéticos de forma organizada, com informações técnicas que permitam a utilização racional do germoplasma para plantio ou para o seu melhoramento genético, criando novas opções para o produtor rural”, destacou Mattos.

De acordo com o pesquisador, com as recentes discussões sobre a sustentabilidade dos sistemas integrados de produção de grãos, carne e leite, a introdução e a persistência de leguminosas em pastagens consorciadas com gramíneas forrageiras ou por meio de bancos de proteína, voltaram a receber importante atenção. “Pois, sabemos que a qualidade da forragem ingerida e o desempenho animal podem ser melhorados, além de haver redução da utilização de fertilizantes químicos nitrogenados”, detalha.

Nesse sentido a exploração do Banco de Germoplasma do IZ poderá promover grandes ganhos para o produtor rural. “Nesses sistemas são criados microclimas diferentes em decorrência do cultivo consorciado de culturas, comumente utilizadas em monocultivo, indicando cenários desafiadores para o crescimento das plantas forrageiras e de desempenho animal”, ressalta Waldssimiler.

 

Programa de Produção Animal do IZ visa à sustentabilidade e rentabilidade ao Agronegócio de Leite Paulista

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta) mantém o Programa de Produção Animal em Sistemas Integrados do IZ (Propasi) que abrange estudos em sistemas de produção como pastagens consorciadas, integração lavoura-pecuária, integração lavoura-pecuária-floresta e silvipastoril. Os Sistemas são voltados à produção de leite funcional e orgânico, utilizando animais mestiços, contribuindo com a produção agropecuária sustentável e resiliente às adversidades climáticas e econômicas.

No Programa estão envolvidos todos os Centros de Pesquisa do Instituto de Zootecnia, abrindo possibilidades para projetos de pesquisas em inúmeras áreas, como sanidade, genética, nutrição animal, comportamento, ambiência e manejo. Os Projetos visam gerar conhecimento para os sistemas de produção de leite em pastagens, contribuindo com sua sustentabilidade.

O Propasi atualmente compreende pesquisas no sistema silvipastoril com Mogno Africano em pastos de Capim Marandu, que avaliam a produção de forragem e desenvolvimento das árvores, desempenho animal e valoração econômica; no sistema de integração lavoura-pecuária destinado a produção de silagem para vacas leiteiras e uso dos pastos de Capim Marandu para recria de novilhas leiteiras na entressafra, com enfoque na produtividade de sistemas de produção de leite; no sistema de Integração Lavoura-Pecuária avaliando impacto ambiental e viabilidade econômica para bovinos de corte; e estudos com leguminosas forrageiras estão sendo conduzidos com a finalidade de inserção em sistemas de integração.

Nesse sentido, o IZ tem avaliado o manejo de pastos de Capim Marandu consorciados com Macrotiloma com foco em produção de forragem, perenidade do consórcio e avaliação de produção de metano “in vitro”; e estudos básicos de leguminosas forrageiras com potencial para posterior utilização em integração (consórcio) com gramíneas forrageiras.

Os estudos oriundos desse programa trarão alternativas de uso do solo em propriedades rurais com oportunidade de uma rentabilidade adicional ao agronegócio paulista.

Efeito estufa

O Centro de Pesquisa em Nutrição Animal e Pastagem do IZ desenvolve atividades voltadas para a necessidade do agropecuarista nos diferentes biomas do Estado de São Paulo. Atualmente, os pesquisadores mantêm estudos com o Sistema Silvipastoril com Mogno Africano em pastos de Capim Marandu.

Por meio das técnicas desenvolvidas pelo IZ é possível determinar a quantidade de emissão de metano entérico pelos ruminantes em sistema de pastagem. Segundo os pesquisadores, um bovino Nelore emite anualmente 56 kg de metano (CH4). Este dado é muito relevante ao conhecimento dos balanços de gases causadores do efeito estufa.

“Satisfatoriamente, a visão atual, mais correta em relação aos gases de efeito estufa (GEE) estabelece também que a bovinocultura de corte contribui para o sequestro de carbono quando todo o sistema de produção é considerado - visão sistêmica -, especialmente pelo correto manejo e recuperação das pastagens, minimizando os efeitos prejudiciais ao meio ambiente e aumentando a eficiência do Sistema”, detalha a pesquisadora Luciana Gerdes.


Produção animal em Sistemas Integrados do IZ contribui ao bem-estar animal e à sustentabilidade

Dentre as inúmeras pesquisas em pastagens e forragicultura, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), trabalha para fortalecer o Programa de Produção Animal em Sistemas Integrados (Propasi), que avalia sistemas integrados de produção em suas diferentes formas, demonstrando viabilidades técnicas e econômicas, além de benefícios ecológicos e ambientais. Os estudos também visam à produção de leite funcional e orgânico.

Os estudos estão relacionados a ciclagem de nutrientes, cobertura do solo, fixação de carbono, conservação do solo e da água, modificação do microclima, bem-estar animal e redução na emissão ou melhoria no balanço de gases de efeito estufa – metano e óxido nitroso –, dessa forma gerando serviços ambientais.

Luciana Gerdes, diretora do Centro de Pesquisa em Nutrição animal e Pastagens, explica que o IZ estuda a recuperação de pastagens com uso de leguminosas para fixação de nitrogênio no solo, recuperando áreas que são utilizadas para alimentação animal. “Diversas leguminosas do Banco de Germoplasma do IZ estão em estudo para identificar e sempre buscar a melhor opção para os produtores”, explica.

É importante reforçar que nos sistemas integrados uma atividade completa a outra, atingindo a eficiência e a rentabilidade, além de ser sustentável e ecologicamente corretos. “O Sistema busca a melhoria na gestão de toda área da propriedade, melhorando o rendimento do produtor”, enfatiza Gerdes.

Os estudos do IZ nos sistemas de produção de pastagens consorciadas, integração lavoura-pecuária, integração lavoura-pecuária-floresta e silvipastoril estão voltados à produção de leite funcional ou orgânico, utilizando animais mestiços. “As pesquisas visam contribuir com a produção agropecuária sustentável e resiliente às adversidades climáticas e econômicas”, destaca o pesquisador do IZ, Enilson Geraldo Ribeiro.

Segundo Enilson há vários benefícios ao se integrar lavoura e pecuária, promovendo um maior ganho de peso, aumento na produção de leite e bem-estar animal. “Podemos relatar o aumento na quantidade e melhoria na qualidade nutritiva da forragem com possibilidade de utilização no inverno, redução na quantidade de parasitas na pastagem, devido ao período de lavoura, além de maior conforto térmico quando há presença de árvore na integração.”

No Programa estão envolvidos todos os Centros de Pesquisa do IZ, com projetos de pesquisas nas áreas de sanidade, genética, nutrição animal, comportamento, ambiência e manejo. Os projetos geraram conhecimento para os sistemas de produção de leite em pastagens, contribuindo com sua sustentabilidade.


Sistemas de Integração de Produção aumentam a produtividade animal e o uso do solo

Diante da demanda por tecnologias mais sustentáveis de produção animal, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), criou o Programa de Produção Animal em Sistemas Integrados (Propasi) que busca identificar, avaliar e desenvolver tecnologias ligadas aos Sistemas de Integração de Produção, em suas diferentes formas e integrados entre si.

O Programa demonstra viabilidades técnica e econômica, bem como seus benefícios ecológicos e ambientais, com foco em ciclagem de nutrientes, cobertura do solo, fixação de carbono, conservação do solo e da água, modificação do microclima, bem-estar animal e redução na emissão ou melhoria no balanço de gases de efeito estufa e produção orgânica.

O desenvolvimento de cultivares de plantas forrageiras, principalmente leguminosas que serão utilizadas na formação de pastagens, permite aumentar a produtividade da produção animal em sistemas de pastagens – aumenta a taxa de lotação, aumenta o ganho de peso ou produção diária de leite dos animais.

Além disso, aumentam o sequestro de carbono contribuindo para um balanço negativo dos gases de efeito estufa. Portanto, agregam valor à produção em pequenas áreas e reduzem o custo de produção, já que não há necessidade do uso de adubos nitrogenados.

Na mesma linha, o uso de sistemas ILP e Silvipastoris, pesquisados pelo IZ, permitem ao pequeno produtor melhor utilização das áreas de produção, somando ao valor da carne ou do leite os recursos obtidos com a comercialização de grãos e madeira.

A gramínea forrageira Capim Aruana (Panicum maximum IZ-5) lançada pelo Instituto de Zootecnia (IZ), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é utilizada com sucesso nacionalmente em áreas para produção de bovinos, ovinos e equinos, sendo versátil, nutritiva e de fácil manejo atendendo às demandas do produtor.

O uso do IZ-5 é muito difundido e adotado na caprinocultura e ovinocultura, por apresentar colmos finos, boa relação folha-colmo, bom valor nutritivo e alta persistência sob pastejo. Atualmente, também está sendo utilizado pela cadeia produtiva de carne e leite e em sistemas integrados.

Capim Aruana

O IZ tem pesquisas com o Capim Aruana, desde 1995, em sistemas de pastejo com ovinos. A gramínea apresenta produção média de 14t de MS/ha/ano; os resultados positivos obtidos devem-se à boa aceitabilidade pelos animais, à alta persistência sob pastejo severo e à rápida rebrotação após a desfolhação, atribuída às numerosas gemas basais, 37,5% deste valor foi produzido no “inverno”, apresentando, portanto, uma excelente distribuição anual.

Novas Leguminosas Forrageiras

O IZ também faz pesquisas com leguminosas forrageiras desde os anos 70, atualmente conta com Banco Ativo de Germoplasma (BAG) e está testando acessos promissores para lançamento de leguminosas forrageiras, como o acesso Macrotiloma axillare NO 279 e Neonotonia wightii NO 2348, onde já foram desenvolvidos pesquisas na área de nutrição vegetal, fenologia, e manejo do pastejo em pastos consorciados.

O pasto consorciado entre Capim Marandu ou braquiarão (Brachiaria brizantha cv. Marandu) e macrotiloma (Macrotilima axillare NO 279) está muito bem formado e em coleta de resultados de pesquisa e tem gerado interesse de técnicos, estudantes e produtores rurais, crescendo muitas visitas.

O IZ também tem projetos com sistema de integração lavoura pecuária em parceria com a Agrisus e um sistema silvipastoril com Mogno Africano, madeira de lei exótica.

 

Pesquisadora do IZ destaca a conservação de solos nos Sistemas Integrados de Produção Agropecuária

Com a evolução das tecnologias para o sistema de plantio direto, novos sistemas foram desenvolvidos com a intenção de manter a sustentabilidade da produção ao longo dos anos, principalmente, em relação à conservação do solo e da água. Com isso, segundo Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), o grande destaque, nos últimos anos, tem sido para os Sistemas Integrados de Produção Agropecuária, abordagem de diversas pesquisas desenvolvidas no IZ.

A pesquisadora do Instituto de Zootecnia, Karina Batista, explica que os Sistemas têm vocação conservacionista, já que promovem a conservação do solo por meio da diversificação da atividade agrícola e pecuária, proporcionando disponibilidade de forragem na estação seca e eliminando a necessidade de semear plantas de cobertura no inverno ou na primavera, para a produção de palha para o sistema de plantio direto.

“Os Sistemas Integrados como forma conservacionista podem ser executados por meio de consórcio, sucessão ou rotação de culturas produtoras de grãos com pastagens. Esses sistemas são mais complexos, e por isso adaptações frequentes têm sido realizadas, devido à introdução de novas práticas, tecnologias e demandas de mercado”, ressalta Karina.

 A pesquisadora destaca que a utilização dos Sistemas reduz a perda de solo provocada pela falta de proteção da sua superfície já que durante todas as estações do ano há cobertura constante do solo, seja pelas culturas ou pela pastagem. Dessa forma os sistemas integrados de produção agropecuária como parte do manejo conservacionista, têm sido utilizados dentro da rotação e sucessão de culturas-pastagem.

Outro fator relevante está na associação ao sistema integrado a adoção das práticas de caráter edáfico e mecânico, principalmente em relação à construção e manutenção de terraços, curvas de nível, bacias de contenção entre outras quando necessárias para garantia das atividades associadas.

Os Sistemas Integrados de Produção Agropecuária têm se destacado na conservação do solo pelo seu importante papel na ciclagem e uso eficiente de nutrientes. Isso porque como diferentes espécies de plantas ocupam a mesma área no mesmo período no decorrer das estações do ano, as raízes dessas plantas por possuírem diferentes capacidades de exploração do solo, conseguem extrair os nutrientes das camadas mais profundas do solo, e disponibilizar esses, para culturas futuras após a sua colheita, manejo e decomposição.

Para Karina, os Sistemas Integrados de Produção Agropecuária por serem dinâmicos apresenta variações que têm beneficiado a conservação dos recursos naturais, principalmente o solo. "O consórcio de gramíneas e leguminosas forrageiras tem ganhado força já que tem promovido ganhos por meio da fixação biológica do nitrogênio e da cobertura do solo, garantindo maior rentabilidade ao produtor."

A pesquisadora cita como resultado o experimento “Adubação nitrogenada de cobertura no consórcio de milho safrinha com Capim Ruziziensis em sistema plantio direto”, desenvolvido com apoio da Fundação Agrisus, e vinculado ao Programa Institucional Produção Animal em Sistemas Integrados (Propasi) do IZ, já permitiu revelar que na implantação do consórcio todas as janelas de plantio das culturas antecessoras devem ser respeitadas. “É necessário atenção no plantio do milho e do Capim Ruziziensis com relação à regulagem da plantadeira e que o valor cultural da semente de capim interfere na qualidade  do consórcio estabelecido”, explica Karina.

 

Resultados de pesquisas do IZ apontam eficiência do plantio de milho para recuperação de pastagens

As braquiárias entraram na cultura do milho num momento em que se procurava o aumento na produção de palhada para o sistema de plantio direto. Contudo, tem-se observado o contrário – a cultura do milho tem entrado nas áreas de pastagens para a sua recuperação. Fundamentados nos resultados de pesquisa Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), a recuperação de pastagens por meio do cultivo do milho tem sido uma importante alternativa para os pecuaristas, podendo ser empregada em pequenas e grandes propriedades, além de permitir a correção e o uso do solo com rentabilidade, desde o primeiro ano que inicia a adoção desta prática.

“Quando falamos no plantio de milho em áreas de pastagens degradadas, precisamos ter em mente que dependendo do estágio de degradação não é na primeira safra que tudo se resolverá, e que além do milho muitas vezes teremos que entrar com outras culturas anuais em algum período para que o solo seja reestruturado”, explica a pesquisadora do IZ Karina Batista.

“Se não for feito dessa maneira, corre-se o risco de não haver sucesso nem na produção do milho nem na recuperação da pastagem degradada”, fala Karina.

Ao optar pela utilização de culturas anuais para recuperação de pastagens degradadas é necessário um diagnóstico da situação, para organizar o preparo do solo, o que inclui a necessidade de aração, gradagem e subsolagem. A pesquisadora enfatiza que está se partindo de uma área de pecuária e não de uma área de plantio direto já estabelecido.

Quando um agricultor faz sua “roça” ele rotineiramente programa a calagem, a adubação de plantio a adubação de cobertura entre outras atividades. Dessa forma quando o pecuarista parte para o plantio do milho com a braquiária, ele precisará levar essa “cultura” da adubação e da calagem, garantindo o sucesso do milho com o capim na propriedade.

Atualmente há várias opções disponíveis para recuperação de pastagens por meio do plantio de culturas anuais, sendo que algumas delas foram criadas pelos próprios produtores e pecuaristas com base em suas experiências. “Nesse sentido, para facilitar o entendimento, a recuperação das pastagens por meio dos sistemas integrados (integração) com milho poderá ser realizada através do consórcio, da sucessão ou da rotação de culturas anuais com espécies forrageiras”, detalha Karina.

Ela explica que no consórcio do milho com braquiárias para a recuperação de pastagem degradada, as braquiárias são semeadas em conjunto com o milho verão, “e nesse caso os capins podem ser colocados na entrelinha do milho verão com a utilização das semeadoras de plantio direto, trocando-se apenas os discos das ruas destinadas ao capim. Esse tipo de prática é possível devido ao diferencial no tempo e espaço de acúmulo de biomassa ao longo do ciclo das espécies”.

As gramíneas forrageiras tropicais, principalmente as Braquiárias apresentam lento acúmulo de massa seca da parte aérea enquanto estão sombreadas pelo milho, período esse em que as principais culturas podem ser prejudicadas. Dessa forma com a colheita do milho verão tem-se o pasto para o pastejo animal. Nesse caso durante o ano é possível ter duas safras - safra de milho + safra de boi.

Na sucessão de culturas com braquiárias para a recuperação de pastagens degradadas, no verão, a pesquisadora orienta que seja realizado o cultivo da soja, que após a sua colheita permite a instalação do consórcio de milho safrinha com braquiárias, para que após a colheita do milho tenha-se a pastagem para o animal. “Nesse caso durante o ano é possível ter três safras – safra soja + safra de milho + safra de boi.”

Na rotação usa-se o princípio do consórcio e da sucessão para a recuperação da pastagem degradada, obtendo pastagens e lavouras se alternando dentro da área, sendo que no período de falta de pasto para os animais (agosto-setembro) a pastagem está disponível.  “Exemplificando, no ano 1 faz-se Soja verão —Milho+Braquiária (safrinha) — Boi (agosto-setembro); ano 2: Milho verão+Braquiária –Boi. E assim sucessivamente. Nesse sentido pode-se dizer que vários são os esquemas de rotação que o pecuarista poderá adotar em sua propriedade.”


Pecuária - Comparação de sistemas de pecuária exclusiva x pecuária em Integração Lavoura Pecuária.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), trabalhou entre 2015 e 2017 em um ensaio para demonstrar a viabilidade de implantação de sistemas integrados de produção agropecuária, especificamente o consórcio milho-braquiária, com cultivar Marandu.

Segundo a pesquisadora do IZ, Flávia Simili, os animais de recria, umas das mais exigentes categorias de animais, podem ganhar duas arrobas de peso vivo a mais nas pastagens formadas do consórcio com milho, na ILP em comparação com o gado criado na pecuária exclusiva (pastagem permanente).

“A proposta do projeto foi avaliar a pastagem semeada junto com a lavoura até um ano depois da colheita do milho. Os animais que entraram nesta recria na integração com 350 kg terminaram o experimento com peso entre 480 e 490 kg, enquanto os demais saídos do modelo de pecuária exclusiva pesaram 420 a 430 kg de média”, detalha Simili.

Sendo a pastagem derivada da integração, Flávia explica que há um valor nutricional maior na comparação com o outro modelo, tendo 2% a 3% a mais de teor de proteína do capim. Por outro lado, o consórcio não influenciou na produtividade do milho, cuja colheita  foi de 12 toneladas por hectare em ambos os sistemas.

Para incentivar o produtor a buscar esta inovação, o pecuarista deve focar em três pontos, como na busca de auxílio técnico para implantar o sistema com tranquilidade; no ganho de um aliado para a recuperação de pastagens; e na diminuição do custo fixo da fazenda.


Manejo do pastejo garante maior eficiência na produção animal em Sistemas Integrados

O Brasil tem sua produção animal baseada em sistemas de pastagens atualmente com aproximadamente 215 milhões de cabeças de gado distribuídas em 162 milhões de hectares de pastagens. Pesquisas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), reforçam que a correta utilização dos pastos, prática fundamentada no manejo do pastejo, contribui para atingir a sustentabilidade e a eficiência na produção animal em pastagens – evitando a degradação dos pastos e aumentando o desempenho animal.

“O manejo do pastejo – que é o gerenciamento da alimentação animal – consiste em um equilíbrio entre frequência e intensidade de desfolhação do capim que compõe o pasto, ou seja, de quanto em quanto tempo o animal desfolha o capim e quanto desse capim é retirado”, destaca a pesquisadora do IZ Flávia Gimenes.

Para pastos exclusivos de gramíneas temperadas e tropicais já existem metas de manejo do pasto bem estabelecidas como alturas de entrada e saída dos animais para pastos de lotação rotacionados e faixas de utilização dos pastos para lotação contínua.

Novas modalidades de produção agropecuária vêm ocorrendo e, segundo dados divulgados pela Rede ILPF, as áreas de Sistemas Integrados de Produção Animal vêm aumentando a cada ano, saindo de 1,87 milhões de hectares em 2005 para 11,47 milhões de hectares em 2015. Dentre as possibilidades de configuração dos sistemas produtivos a pecuária entre em 99% das áreas de integração, ficando de fora apenas das áreas de integração lavoura e silvicultura que representam 1% do total.

Diante das novas demandas de produção, o novo desafio é definir o manejo do pastejo para as atuais configurações de sistemas produtivos. “Em projetos de pesquisas já realizados, foi observado que as ferramentas de manejo do pastejo, como altura do pasto e massa de forragem podem ser utilizados também em áreas de sistemas integrados, com alguns ajustes”, detalha Gimenes.

Em pastos que compõem áreas de integração entre lavoura e pecuária a massa de forragem gerada pelos pastos será a palhada utilizada no plantio direto das lavouras subsequentes, por isso nestas situações os pastos não podem ser consumidos de forma muito intensa (pastos baixos), pois deve sobrar massa seca para formar a palhada.

Outra recomendação é que em áreas de Silvipastoris, que são sombreadas pelas árvores os pastos, devem ser manejados em alturas superiores àqueles em áreas manejadas à pleno sol, porque com a sombra há menor densidade populacional de plantas na área, os pastos ficam mais “ralos” e precisam estar mais altos para cobrir o solo e fornecer a forragem necessária aos animais.


Transferência de Tecnologia para fortalecer a Agricultura de Baixo Carbono

O Governo de São Paulo criou, ao fim de março de 2016, o Grupo Gestor do Plano Estadual da Agricultura de Baixo Carbono, a internalização paulista do Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura, abreviado como Plano ABC.

Comprometidos com a produção agropecuária sustentável, três pesquisadores do IZ/Apta são integrantes do Grupo Gestor do Plano ABC, que buscará alternativas para fortalecer a agricultura de baixo carbono, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), o plantio direto, as novas tecnologias de recuperação de áreas degradadas, os cuidados para evitar o assoreamento de cursos d'água e o avanço tecnológico da irrigação.

O escopo amplo do Plano ABC é atender ao compromisso assumido pelo país junto à comunidade internacional para mitigar a emissão de gases de efeito estufa (GEE) pela agricultura. É um plano setorial do Governo Federal, que tem por finalidade organizar e planejar a adoção das tecnologias de produção sustentáveis pela agropecuária brasileira.

Dos sete programas do Plano ABC, seis deles tem como objetivo apoiar a adoção de tecnologias de mitigação de GEE: Recuperação de Pastagens Degradadas, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs), Sistema Plantio Direto (SPD), Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), Florestas Plantadas e Tratamento de Dejetos Animais. O sétimo programa propõe ações de adaptação às mudanças climáticas.

No setor agrícola, a proposta é fortalecer o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC) como a principal estratégia para o desenvolvimento sustentável na agricultura, inclusive por meio da restauração adicional de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas até 2030 e pelo incremento de 5 milhões de hectares de sistemas de integração lavoura-pecuária-florestas (ILPF) até 2030.

O Programa de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é uma ação da SAA realizada por meio dos polos regionais e de institutos de pesquisa da APTA e da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral.

Neste ano de 2019, o IZ e a Apta Regional em Andradina (SP), realizarão eventos de capacitação abordando a Recuperação de Pastagens e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. Um dos propósitos do Plano ABC está na transferência do conhecimento, buscando a harmonia entre meio ambiente e agricultura, entre geração de emprego e renda e preservação ambiental.

O evento visa capacitar técnicos, extensionistas e pesquisadores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Além da capacitação de técnicos de outras entidades participantes do Grupo Gestor Estadual do Plano ABC

O desafio está sempre em encontrar soluções viáveis para mitigar os efeitos das emissões dos GEE da agropecuária paulista.


Por Lisley Silvério (MTb. 26.194)

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Instituto de Zootecnia
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