Composição química da silagem de bagaço de tomate com glicerina

  • P. R. S. Pimentel Universidade Federal da Bahia, Departamento de Zootecnia, Salvador, BA
  • L. M. S. Brant Universidade Federal da Bahia, Departamento de Zootecnia, Salvador, BA
  • J. P. S. Rigueira Universidade Estadual de Montes Claros, Departamento de Zootecnia, Janaúba, MG
  • D. L. S. Jesus Universidade Estadual de Montes Claros, Departamento de Zootecnia, Janaúba, MG
  • W. S. Alves Universidade Estadual de Montes Claros, Departamento de Zootecnia, Janaúba, MG
  • L. F. L. Santos Universidade Estadual de Montes Claros, Departamento de Zootecnia, Janaúba, MG
Palavras-chave: biodiesel, fermentação, glicerol, Solanum lycopersicum.

Resumo

Objetivou-se com este estudo avaliar a composição química das silagens de bagaço de tomate com níveis crescentes de inclusão da glicerina semipurificada. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com cinco tratamentos e três repetições, sendo silagem exclusiva de bagaço de tomate e quatro níveis de inclusão da glicerina semipurificada à silagem (7,5%, 15%, 22,5% e 30%), sendo adicionada com base na matéria natural. A inclusão de glicerina na ensilagem elevou os teores de matéria seca e reduziu linearmente o pH da silagem, mas não alterou o nitrogênio amoniacal. Os teores de proteína bruta, fibra em detergente neutro e fibra em detergente ácido das silagens reduziram linearmente, já a digestibilidade in situ da matéria seca aumentou de forma linear com a inclusão da glicerina à ensilagem do bagaço de tomate. A inclusão de até 30% de glicerina semipurificada viabiliza a ensilagem do bagaço de tomate por melhorar a qualidade fermentativa e o valor energético da silagem.
Publicado
01-11-2017
Como Citar
Pimentel, P., Brant, L., Rigueira, J., Jesus, D., Alves, W., & Santos, L. (2017). Composição química da silagem de bagaço de tomate com glicerina. Boletim De Indústria Animal, 74(3), 205-212. https://doi.org/10.17523/bia.v74n3p205
Seção
FORRAGICULTURA E PASTAGENS