Efeito do acasalamento entre a doadora e o touro (Holandês versus Gir) na produção in vitro de embriões bovinos

  • Ana Paula Toledo Barbosa da Silva Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Instituto de Zootecnia, Departamento de Reprodução e Avaliação Animal, Seropédica, RJ
  • Raquel Rodrigues Costa Mello Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Instituto de Zootecnia, Departamento de Reprodução e Avaliação Animal, Seropédica, RJ
  • Joaquim Esquerdo Ferreira Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Instituto de Zootecnia, Departamento de Reprodução e Avaliação Animal, Seropédica, RJ
  • Marco Roberto Bourg de Mello Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Instituto de Zootecnia, Departamento de Reprodução e Avaliação Animal, Seropédica, RJ
Palavras-chave: fertilização in vitro, oócitos, acasalamento

Resumo

O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito da raça da doadora de oócitos e a raça do touro (Holandês versus Gir) sobre os parâmetros de produção in vitro (PIV) de embriões bovinos comparando as médias de oócitos recuperados e aptos ao cultivo e as taxas de oócitos aptos ao cultivo, de clivagem e de blastocisto. Foram coletados dados referentes a 1000 sessões de aspiração folicular (OPU), sendo 500 em doadoras da raça Holandesa e 500 da raça Gir. Os dados foram analisados pelos testes t de Student não pareado e Qui-quadrado, com nível de significância de 5%. As médias e os desvios padrão de oócitos recuperados e aptos ao cultivo para as raças Holandesas e Gir foram, respectivamente, 15,1±13,0; 8,7±7,6; 15,5±11,9 e 9,1±7,9. As taxas de oócitos aptos para o cultivo foram de 57,7 e 58,5% para as raças Holandesa e Gir, respectivamente. Houve diferença significativa entre as raças com relação aos oócitos aptos ao cultivo (P<0,05), não sendo observada diferença significativa em relação aos oócitos recuperados e às taxas de oócitos aptos para o cultivo (P>0,05). Do mesmo modo, foi observado que a raça da doadora de oócitos e do touro influenciou as taxas de clivagem e de blastocisto (P<0,05). Os resultados para as combinações (raça da doadora x raça do touro) Holandesa x Holandês (G1), Holandesa x Gir (G2), Gir x Holandês (G3) e Gir x Gir (G4) foram 65,7; 60,3; 59,6 e 56,5%, respectivamente, para as taxas de clivagem, sendo G1>G2, G1>G3, G1>G4, G2=G3, G2>G4 e G3>G4. Do mesmo modo, os resultados foram 28,1; 33,3; 26,8 e 31,0%, respectivamente, para as taxas de blastocisto, sendo G1>G2, G1=G3, G1<G4, G2<G3, G2=G4 e G3<G4. Portanto, pode-se concluir que a raça da doadora e do touro influencia os parâmetros de PIV, com um maior número de oócitos aptos ao cultivo na raça Gir.
Publicado
31-01-2015
Como Citar
Silva, A. P., Mello, R., Ferreira, J., & Mello, M. (2015). Efeito do acasalamento entre a doadora e o touro (Holandês versus Gir) na produção in vitro de embriões bovinos. Boletim De Indústria Animal, 72(1), 51-58. https://doi.org/10.17523/bia.v72n1p51
Seção
REPRODUÇÃO ANIMAL